Para quem não acompanhou o início de tudo, aqui está a NOSSA HISTÓRIA:
Nos conhecemos em 2015, em um grupo de treinamento funcional na Praça dos Girassóis. Ele era o professor, eu apenas mais uma aluna. No meio das aulas, fomos nos aproximando, de forma leve, natural, sem pretensão nenhuma.
Teve um dia, em um show na praça, que ele deu em cima de mim… mas eu achei que ele estava bêbado e simplesmente ignorei. Nunca mais tocamos no assunto. Seguimos exatamente como antes: professor e aluna.
O tempo passou e, em 2017, nos reencontramos de uma forma diferente. Nos tornamos coordenadores do EJC, junto com outras pessoas, e ali nasceu algo muito maior: uma amizade verdadeira. Em 2018, seguimos como coordenadores gerais, ainda mais próximos, ainda mais conectados.
Nesse período, cada um viveu sua própria história, seus próprios relacionamentos… mas nunca deixamos de estar presentes um na vida do outro. Sempre foi leve, respeitoso e sem segundas intenções.
A coordenação acabou, a vida seguiu… mas a nossa conexão nunca se perdeu. Sempre havia encontros, risadas, reencontros com o grupo. Sempre havia nós.
Até que, em 2023, tudo começou a mudar, mesmo que a gente ainda não soubesse disso.
Fui convidada para voltar ao EJC como coordenadora geral, mas só aceitei com uma condição: que ele estivesse comigo. Afinal, já tínhamos servido juntos, já nos conhecíamos profundamente. Depois de muita resistência, ele aceitou… e ali, sem perceber, Deus começava a escrever um novo capítulo.
Em uma reunião, meu pai, em tom de brincadeira, disse que ele deveria casar comigo, oferecendo até um “dote”: uma garrafa de uísque. Foi uma piada… mas plantou algo.
Enquanto isso, a vida seguia com suas ironias: ele tentando gostar de outra pessoa, eu incentivando sem perceber nada… e amigas insistindo, quase diariamente, que nós dois combinávamos demais.
Eu sempre dizia não. Dizia que não valia a pena arriscar uma amizade tão bonita.
Mas, no fundo, não havia motivos contra… só um único medo: transformar amizade em amor.
Enquanto eu ainda tentava entender tudo isso, ele já tinha certeza. Só não sabia como me contar.
Até que, em uma madrugada, ele criou coragem. Por mensagem, do jeito que conseguiu, disse que gostava de mim.
Naquele momento, eu chorei.
Chorei porque entendi.
Entendi que Deus tinha me ouvido. Que o “José” que eu tanto pedi sempre esteve ali… ao meu lado, por mais de oito anos. E eu simplesmente não enxergava.
No dia seguinte, antes de viajar, ele passou na minha casa. Conversamos sobre tudo, sobre sentimentos, sobre planos… sobre vida.
Falei do meu desejo de casar, de construir uma família, de ter filhos. E, sem hesitar, ele disse sim.
Desde então, não vivemos apenas uma história.
Vivemos um milagre.
Porque, enquanto procurávamos alguém para caminhar ao nosso lado, Deus já tinha colocado essa pessoa ali — desde o começo.
Sempre fomos um do outro.
Só precisávamos descobrir isso.